sexta-feira, 21 de agosto de 2009

VIVER SEM APRENDIZAGEM É IMPOSSIVEL

VIVER SEM APRENDIZAGEM É IMPOSSÍVEL

Pois é, realmente descobri que alimentar um blog NÃO é o meu forte.... Gosto de escrever, discutir, mas colocar os resultados disso, está difícil. Minhas produções mais significativas eu não tenho nem publicado por aqui, então esse espaço fica sem sentido. Não faz mal.... vou continuar insistindo.

Tenho tentado a publicação de blogs desde o seu surgimento na web e já perdi e deletei vários. Perdi, por puro desleixo, pois achei que não serviria para mais nada...e me arrependo amargamente por não ter mantido pelo menos 2 deles: um de EaD, que foi meu "debut" no mundo do blog e outro que iniciei com minhas turmas presenciais de alunos do Ensino Médio, coisa que, naquela época, era uma grande novidade....

Hoje tenho algumas dúvidas e questões sobre a utilização do blog - seja ele pessoal ou corporativo (eu prefiro o termo organizacional...), porém, tenho insisitdo mais pelo registro de ideias (nova reforma ortográfica...) do que pela socialização das mesmas.

É isso...como disse no ano passado...que venha 2009!
Postado por elizabeth fantauzzi às 02:28 1 comentários
Domingo, 3 de Agosto de 2008
Os Oito Hábitos do Professor Altamente Eficaz
Recebi este post do Mentat - dynamiclab e quis compartilhar com todos. Temos enfrentado problemas nas escolas, no que diz respeito à disciplina, interesse, avaliações..... Sabemos que o momento é outro, a perspectiva educacional também e as formas de aprender as coisas se reformulam a cada dia que passa....mas a escola e (alguns) professores, teimam em não enxergar isso! Nesta linha, aí vai um artigo interessante para enriquecer nosso repertório pedagógico!


Os Oito Hábitos do Professor Altamente Eficaz

Num artigo, no blog INTERFACE cujo nome parafraseia o título de um livro de sucesso [Os sete hábitos das pessoas altamente eficazesAndrew Churches lembra o consenso sobre alguns requisitos], para o sucesso do professor no Século XXI - ser centrado no aluno, ter visão holística e ser capaz de ensinar a aprender ao mesmo tempo em que ensina o conteúdo da disciplina - e indaga se seria isso suficiente para caracterizar a execelência.
Ele acha que, além disso, o nível de excelência requer oito outros "hábitos":
-ser adaptável: contextualizar com criatividade e adequar a tecnologia disponível a diferentes situações;
-ser visionário: desenvolver a capacidade de identificar boas idéias, boas práticas e boas tecnologias, na educação e fora dela, e colocá-las à serviço da aprendizagem-ser colaborativo: mostrar capacidade de compartilhar e contribuir e, também, desenvolver essas competências em seus alunos [o que pode ser muito facilitado pelo uso de tecnologia colaborativa],
-ser capaz de correr riscos: abandonar a zona de conforto e entrar em áreas nas quais os alunos podem saber mais e, indo além, aproveitar o conhecimento dos alunos em benefício da classe;
-preocupar-se com a própria aprendizagem continuada e ajustar sua atividade docente aos requisitos surgidos das mudanças na sociedade;
-dominar o uso das tecnologias de comunicação e colaboração e saber como utilizá-las para facilitar a aprendizagem;
-preocupar-se com o desenvolvimento de práticas reflexivas e de valores de vida;
-ser capaz de liderar projetos e levá-los a termo com sucesso.
Postado por elizabeth fantauzzi às 07:03 0 comentários
Quinta-feira, 17 de Julho de 2008
Delirius Pedagogicus: Planejamento, CMap e Moodle
Delirius Pedagogicus, Planejamento Instrucional , CMap e o Moodle ! :-)
Quem se arrisca?


Postado por elizabeth fantauzzi às 07:38 0 comentários
Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
2008
Este ano promete! Essa é a frase que repetimos, incansavelmente, ao começarmos um novo ano! E como o ano novo só se inicia depois do Carnaval....ele está próximo!

Mas, o que precisamente há de especial no ano novo?

Em um artigo muito feliz de Frei Betto, do dia 2/01/2008, na FSP ele discute que não há

"Nada, exceto a convenção numérica, invenção indo-arábica, que nos permite codificar o tempo em horas, minutos e segundos e estabelecer, segundo o movimento de nosso planeta em torno do Sol e as fases da Lua, calendários que repartem o tempo em ano de 12 meses, mês com cerca de 30 dias e dia com exatas 24 horas."

Mais do que estabelecer metas pessoais, que implicam quase sempre em parar de fumar, trocar de carro, emagrecer, arrumar outro emprego, fazer mais exercícios, ter mais tempo para os filhos, o que, efetivamente, coisa?

"Não basta o propósito sincero de fazer novo em nossas vidas o ano de 2008. É preciso mais: fazer novas as realidades que nos cercam, de modo que ocorram mudanças efetivas e a paz floresça como fruto da justiça."

Que venha 2008!
Postado por elizabeth fantauzzi às 03:03 2 comentários
Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Tecnologia Educacional, Comunicação Educativa...estamos fazendo pra mudar alguma
Tenho lido vários autores, não só em educação como em outras áreas também, utilizando alguns termos que coloco em discussão, por não concordar com a forma que estão sendo utilizados. Como é o caso do termo "Tecnologia Educacional". Não acredito que existam tecnologias educacionais, mas sim tecnologias APLICADAS à Educação. Isso porque, desta forma, não nos prendemos aos termos léxicos e literais e qualquer tecnologia pode ser utilizada, com fins educacionais. Se nos prendermos aos termos, ficaremos escravos do uso destas tecnologias que foram pensadas unicamente para Educação. Existe isso?
Compactuo, portanto, da opinião de Eduardo Chaves, do qual retiro um fragmento de seu texto:

"Acho a expressão 'Tecnologia Educacional' profundamente inadequada (a ABT - Associação Brasileira de Tecnologia Educacional - que me desculpe). A tecnologia, em si, não é educacional -- nem anti-educacional. Ela pode ser usada na educação, e de diversas maneiras. Mas isso não a torna educacional ou educativa. Por isso, prefiro a expressão Tecnologia na Educação'." Eduardo Chaves

Da mesma maneira, o termo "Comunicação Educativa" utilizado pelo teórico argentino Mário Kaplun, nos dá a idéia de que existe uma comunicação voltada para a Educação. Ora, em alguns momentos, essas duas áreas - Educação e Comunicação, apesar de distintas e com objetivos diferentes entre si, têm momentos felizes de intersecção. E são estas intersecções que devemos aproveitar, tanto na organização escola, como na organização empresa, e nos valermos do que elas podem nos acrescentar em relação à aprendizagem das pessoas. Daí o termo Educomunicação ter sido amplamente utilizado pelos educadores que entendem os processos comunicacionais imprescindíveis à prática educativa.

É isso.
Postado por elizabeth fantauzzi às 07:01 0 comentários
Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007
Em tempos de Taxonomias...
What the hell is it?

"Taxonomia (do Grego verbo τασσεῖν ou tassein = "para classificar" e νόμος ou nomos = lei, ciência, administrar, cf "economia"), foi uma vez, a ciência de classificar organismos vivos (alpha taxonomy), mas mais tarde a palavra foi aplicada em um sentido mais abragente, podendo aplicar-se a uma das duas, classificação de coisas ou aos princípios subjacentes da classificação. Quase tudo - objetos animados, inanimados, lugares e eventos - pode ser classificado de acordo com algum esquema taxonômico.(...) " Wikipedia

Portanto, tudo é passível de ser "taxonomizado" ...

Em tempos de Gestão do Conhecimento e Aprendizagem Organizacional, por que utilizar taxonomias???

"A taxonomia é um sistema para classificar e facilitar o acesso à informação, e que tem como objetivos: representar conceitos através de termos; agilizar a comunicação entre especialistas e entre especialistas e outros públicos; encontrar o consenso; propor formas de controle da diversidade de significação; e oferecer um mapa de área que servirá como guia em processos de conhecimento. É portanto, um vocabulário controlado de uma determinada área do conhecimento, e acima de tudo um instrumento ou elemento de estrutura que permite alocar, recuperar e comunicar informações dentro de um sistema, de maneira lógica." (Taxonomia: elemento fundamental para a Gestão do Conhecimento - Biblioteca Terra Fórum) .

Mas sobre Gestão do Conhecimento, falaremos depois.... Falemos antes sobre aprendizagem!

Na década de 1950, uma equipe multidisciplinar liderada por Benjamin Bloom desenvolveu uma taxonomia, classificando os objetivos de aprendizagem, dividindo o campo de trabalho em três dimensões que se inter-relacionam:

a dimensão cognitiva - ligada ao saber, (atualmente vista como os objetivos conceituais - segundo Antoni Zabala)
a dimensão psicomotora - ligada às ações físicas (objetivos procedimentais - idem)
a dimensão afetiva - ligada a posturas e sentimentos (objetivos atitudinais - idem)

Bloom nunca chegou a desenvolver a dimensão psicomotora da Taxonomia, mas outros especialistas o fizeram (Anita Harrow, 1972). A Taxonomia de Bloom, criticada por alguns educadores por ter nascido em berço comportamentalista, ainda é utilizada como um referencial conceitual no planejamento das atividades de aprendizagem. E se bem utilizada em um planejamento de atividades de aprendizagem, tem muito a contribuir!

Entende-se que para a aprendizagem ser efetiva, deve contemplar simultâneamente as três dimensões dos objetivos e os últimos estágios de cada um deles, visto que estão subdivididos em etapas.

Para entender melhor essa taxonomia, elaborei um mapa conceitual com as principais dimensões dos objetivos e as subdivisões esperadas pelo aprendente em cada uma delas.

Para ver o mapa, clique na imagem!!
Vale lembrar que vamos retomar os mapas conceituais, taxonomias e ontologias mais adiante....



Postado por elizabeth fantauzzi às 07:09 2 comentários
Mapas Conceituais? O que é isso?
Desenvolvidos por Joseph Novak, baseado na Psicologia Cognitiva de Ausubel, os mapas conceituais são representações bidimensionais de conceitos que se inter-relacionam.

Interessante ressaltar que os esquemas mentais, tão explorados no cognitivismo de Ausubel, coincidem com o desenvolvimento tecnológico computacional, a partir da metade do século XX. Isso demonstra uma semelhança importante entre o funcionamento dos computadores com nossos processos mentais. De que forma isso acontece?

"De acordo com esse modelo, a mente, tal qual um computador, recebe inicialmente registros sensoriais que são processados e armazenados na forma de esquemas, os quais são ativados e reestruturados no processo de aprendizagem, e recuperados quando necesários." (Filatro, A. Design Instrucional contextualizado.Senac. São Paulo, 2004.)

Daí a idéia de aprendizagem significativa: a aprendizagem deve ter sentido para o aprendente, e isso só acontece quando a informação ancora-se em conceitos importantes que já existem na estrutura cognitiva dele. Ou seja: os novos conhecimentos que se adquirem relacionam-se com o conhecimento prévio que o aluno possui.

Portanto, constitui-se em importate recurso para aprendizagem, no que diz respeito ao mapeamento de conteúdos. Para exemplificar, desenvolvi "o mapa dos mapas" que traduz a idéia principal do artigo de Tânia Barbosa Salles Gava, Crediné Silva de Menezes e Davidson Cury do Depto de Informática - UFES - Vitória:

Aplicações de Mapas conceituais na Educacao

"O artigo faz uma reflexão sobre a manifestação de idéias e sua representação na forma de mapas, além de propor três aplicações, a saber: como ferramenta para a indexação dos conteúdos envolvidos em um ambiente virtual de aprendizagem, como apoio à revisão bibliográfica e como apoio ao desenvolvimento de Projetos de Aprendizagem. Indicamos ainda outras possíveis aplicações, onde os mapas podem trazer contribuições através da redução da sobrecarga cognitiva e da amplificação de nossas habilidades cognitivas."

Para conhecer o mapa, veja a imagem:



Postado por elizabeth fantauzzi às 06:55 1 comentários
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elizabeth fantauzzi
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